Como Identificar e Lidar Com Roupas Que Podem Ficar Datadas?

23/04/2016 2 Comentários por

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A moda masculina, assim como a feminina, mas com menor intensidade, vê surgir a todo momento o hype em torno de alguma peça ou estilo, alguns deles sobrevivem e acabam incorporados ao repertório do homem, passando a figurar como mais uma opção na hora de se vestir, outros não só caem por terra, como acabam virando símbolo de uma determinada época, nem sempre trazendo lembranças positivas para quem abraçou a tendência.

Provavelmente você já ouviu alguém falar “lembra quando tudo mundo usava tal roupa, onde a gente estava com a cabeça?” ou  “fulano parece que veio direto de 2005 com esse visual”. Este artigo pretende enumerar alguns elementos que indicam a possibilidade de uma peça de roupa, acessório ou mesmo estilo de vestir ficar datado e perder seu valor, afinal todo mundo quer tentar antecipar esse tipo de problema para não gastar dinheiro a toa, nem parecer desatualizado.

Problema 1 – Roupas com alguma característica exagerada tendem marcar época, mas cair em desuso depois de um certo tempo

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Nos anos 70 tivemos as calças boca de sino, nos anos 80 os blazers com ombreiras enormes, nos anos 90 as calças baggy e as biggy (estas últimas eram imensas), atualmente podemos identificar as camisetas long line como uma tendência que pode se mostrar efêmera, justamente por apostar no exagero e ignorar algumas regras de proporção corporal, seguindo o caminho relativamente recente das t-shirts Ed Hardy cravejadas de cristais que também apostaram no excesso e no hype, mas hoje estão escondidas em alguma parte sombria do guarda roupas junto com um Nokia N95, o “iPhone killer.

Resumindo: os exageros podem parecer interessantes a princípio, mas depois de um tempo acabam saturando.

A solução: fique com os itens clássicos e atemporais ou compre peças com esse tipo de tendência que não custem muito caro, salve seu dinheirinho!

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Problema 2 – Roupas que refletem algum movimento cultural ou situação ficam marcadas pelo momento

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Um exemplo recente são as roupas ligadas aos emos ou mesmo as calças coloridas da época do Reestart. As color chinos até se mantém, mas não vemos mais cores como o amarelo canário, pink ou o verde vibrante. Voltando ainda mais no tempo temos o movimento grunge dos anos 90 onde os elementos sobreviveram separadamente (camisa xadrez, bermudas, botas e cabelos compridos), mas o pacote completo ficou extremamente datado.

Resumindo: roupas ligadas a tribos urbanas ou movimentos culturais só ficam bem em nesses caras depois que a moda passa.

Solução: quer entrar na onda? Tudo bem, mas incorpore apenas alguns elementos no seu visual, apenas coisas que tem relação com seu estilo.

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Problema 3 – Releituras de clássicos, acabam sendo desbancadas pelos próprios clássicos que tentaram substituir

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Por volta de 2005 via-se muita camisa masculina com um padrão de listras conhecido como “bar code”, contrariando os padrões clássicos ele era formado por diversas faixas assimétricas que realmente lembravam um código de barras. O tempo passou e a febre do bar code passou também, hoje é comum encontrar o pinstripe tradicional e qualquer loja, mas o sucesso da metade da década passada foi deixado para trás.

Resumindo: poucas inovações se tornarão atemporais e as que se apresentam como releituras de clássicos concorrem com os próprios clássicos, o que já é um ponto contra.

A solução: analise bem se as modificações feitas valem o investimento ou se as roupas que você já tem ainda passam modernidade e elegância sem precisar apelar para as tendências do momento.

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Problema 4 – Peças adotadas por adolescentes são facilmente descartadas e datadas

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A sede por novidades, característica dos adolescentes, faz este tipo de consumidor aderir às tendências rapidamente, mas, concomitantemente, dá pouco tempo para avaliar o real custo benefício da peça, muitas vezes transformando em sucesso algo sem muito carisma ou mesmo sem um bom custo/benefício, além de saturar a presença do item nas ruas, algo que falaremos em nosso próximo tópico…

Resumindo: nem tudo que é usado por adolescentes pode ser considerado um bom investimento, muito só faz sentido no universo jovem e é descartado por eles depois da perda de interesse e saturação.

A solução: algumas tendências valem a pena experimentar, muitas até acabam vencendo a barreira da idade e migrando para o guarda roupas de quem está em outra faixa etária, mas o mais importante é apostar naquilo que pode ser mesclado com outras peças, diluindo o elemento principal em meio a outros recursos de moda.

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Problema 5 – Itens usados em massa enjoam, refletem falta de personalidade e viram símbolo de certo momento

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Sabe aquele dia em que você chegou a conclusão de que estava farto das camisetas da Abercrombie porque pegou um metrô lotado delas e, a princípio, pensou estar participando de algum flash mob fashion? Ok, então você sabe muito bem de que estamos falando neste tópico e se não passou por isso é só imaginar a situação. Nada mais chato do que começar a usar uma roupa que pode ser vista em qualquer canto, não é? Outro exemplo que ainda está fresco em nossa memória são as polos estilo rugby, que além de não serem lá essas coisas, viraram uma praga! E o que acontece em seguida é ainda pior: a roupa (estilosa ou não)  acaba virando um lembrete da época em que todo mundo se vestia igual.

Resumindo: roupas ou acessórios usados maciçamente certamente vão deixá-lo farto deles em pouco tempo e fazer com que se lembre por toda a vida da época em que foram usadas.

A solução: assim que identificar um  novo hype e sentir que ele pode ser incorporado a seu repertório, dê um tempo para maturar a ideia, veja se a tendência não vai virar uma moda insuportável encontrada em cada esquina e usada sem parcimônia ou julgamento.

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Dica final

Nunca use ou compre nada por impulso, assim que uma tendência surgir dê tempo para que ela se estabeleça e avalie se há possibilidade de incorporá-la sem entrar em conflito com seu estilo.

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Sobre o autor

Ricardo Terrazo Junior acredita que com bom senso e iniciativa qualquer homem pode se vestir bem. Quando não está escrevendo aqui divide seu tempo entre seu trabalho como designer gráfico e seu outro site, o Bazar Pop.

2 Responses to “Como Identificar e Lidar Com Roupas Que Podem Ficar Datadas?”

  1. André says:

    Putz! O terninho do Sonny Crocket é o pior!!!! Kkkkkkkkkkkkkk
    (Será que era esse mesmo o nome dele???)

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