Porque Você Não Deve Comprar Réplicas de Roupas, Calçados e Acessórios

Entenda porque os produtos falsificados não valem a pena e porque no fim das contas o maior prejudicado é você.

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Porque Você Não Deve Comprar Réplicas de Roupas, Calçados e Acessórios

Mesmo com a originalidade sendo cada vez mais valorizada na moda em geral, ainda existem pessoas que simplesmente não se importam de adquirir um produto falso. Os motivos que levam a isso são diversos: falta de dinheiro, acreditar que não há diferença entre o original e a cópia, dificuldade de encontrar lojas oficiais, avareza ou até desinformação.

Porque você deve evitar comprar réplicas de roupas calçados e acessórios

Pode chamar de réplica, cópia, imitação, fake ou falsificação, a verdade é que ao comprar um produto desse tipo você está se prejudicando e prejudicando diversas empresas e pessoas ligadas a fabricação e venda desse item, veja abaixo algumas razões:

Produtos com qualidade ruim

Você não espera mesmo que o relógio TAG Heuer de 199 reais dure o mesmo que um original ou que tenha um mecanismo com o mesmo nível de precisão? Falsificações geralmente são feitas apenas para parecer com o produto, mas não para se comportar ou durar como ele. Aproveitando o exemplo dos relógios, já vi algumas “réplicas” cujos botões sequer tinham função, só a coroa servia para ajustar a hora.

O acabamento também deixa muito a desejar: compare as costuras ou o caimento de uma camisa da Tommy Hilfiger original e sua falsificação.

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Parece, mas não é… e todo mundo sabe!

Você pode achar que está abafando com seu tênis falso, mas quem está a sua volta sempre nota algo de estranho no calçado, seja um detalhe de design ou o acabamento. Os calçados tem mais um agravante: a sola nunca tem qualidade e se desgasta de maneira desigual, em pouco tempo o calçado está todo torto, deixando claro que é uma réplica, prejudicando até sua coluna e articulações, aliás, vamos falar de ergonomia mais adiante.

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Você passa vergonha

Todo mundo sabe que um cara usando sapatênis genérico e camisa polo da promoção 3 por 99,99 não pode ter se dado ao luxo de comprar um Rolex de 100 mil. Aliás, réplicas de relógios de luxo são caríssimas, um Panerai falso, mas que consiga enganar um aficionado por relógios a longa distância, não sai por menos de 600 reais (contra 30k do original). Vale mais a pena pegar esse montante (ou juntar mais um pouco) e comprar um bom relógio da Technos (tipo este aqui), por exemplo, você mantém sua dignidade e ninguém fica te olhando torto.

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Tecnologia? Pra quê?

Muito do valor da peça vem da tecnologia investida nela. Muitas vezes a marca só consegue fabricar um produto com aquele visual e qualidade porque desenvolveu maquinário para isso. Como você acha que um sujeito resolve esse problema fazendo falsificações no fundo do seu quintal? Oras, entregando uma bela porcaria de mercadoria, claro!

A tecnologia também está presente no material usado: calças com tecido que repele água, tênis com gel anti-impacto e óculos com lentes polarizadas são alguns dos exemplos que podemos citar e que é quese certo que não estarão presentes em uma cópia.

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Ergonomia? Pra quê?

Uma forma de sapato ou tênis foi testada exaustivamente para não prejudicar sua pisada e isso pode se aplicar a diversos outros itens de vestuário que prezam pela sua movimentação, seu conforto e seu bem-estar. Um produto falso pode tentar chegar próximo disso, mas nunca conseguirá unir todos os fatores necessários para te entregar uma experiência decente, então é melhor já marcar a consulta no ortopedista se estiver pensando em comprar um sapato ou tênis que seja imitação.

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Zero compromisso social e ecológico

Marcas como a Levi’s, entre tantas outras no ramo da moda, estão preocupadas com sua pegada de carbono e reutilização de água, aperfeiçoando constantemente seus processos para otimizar sua produção sem agredir a natureza, e tem feito isso com louvor. Além disso diversas grandes empresas apoiam causas sociais e ajudam necessitados, um exemplo disso é a carioca Reserva que doa pratos de comida a cada peça vendida. Só no Black Friday do ano passado foram mais de 500 mil pratos doados.

As empresas que vivem de copiar produtos não tem nenhum tipo de compromisso com a sociedade, muitas operam na ilegalidade e exploram seus trabalhadores, além de deixar de pagar impostos. Isso nos leva ao próximo item da lista…

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Mão de obra de origem duvidosa

Por falar em trabalhadores, é bom lembrar que a maioria das empresas que se dedicam a produzir produtos falsificados não tem sequer um registro em orgão público (CNPJ, IE, etc), dessa maneira nunca sofrerão nenhum tipo de fiscalização, o que dá carta branca para que elas contratem mão de obra de imigrantes trazidos ilegalmente para o país, não respeitem leis trabalhistas, paguem salários abaixo do piso e mantenham um ambiente operacional sem segurança e dignidade para esses pobres coitados.

Todos nós sabemos que algumas empresas tidas como sérias as vezes ignoram leis trabalhistas e se aproveitam dos profissionais, mas são casos isolados se comparados a essa indústria marginal que não teme por represálias e transforma a exceção em regra.

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Produtos roubados

Já ví muita gente se gabando em ter comprado um produto no “mercado paralelo” que era idêntico ao original por uma fração do preço. É bem provável que esse produto seja fruto de roubo de carregamento ou desvio de estoque, nos dois casos você está se apoderando de um item ilegal e apoiando a criminalidade.

Existem também prestadores de serviço que desviam os insumos usados na manufatura do produto, realizando uma cópia bem semelhante em uma fábrica clandestina e vendendo esses itens de forma informal em sites de venda direta. Mesmo assim é roubo e quem compra está sendo conivente.

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Vai reclamar com o Papa!

O produto não funciona, quebrou, tem defeito ou não serve? Sinto muito, mas a empresa do Zé das Couves que produziu essa tranqueira fingindo ser um produto de respeito não tem SAC, assistência técnica ou mesmo uma página no Reclame Aqui! Se tiver conserto, você vai bancar, se não serviu é melhor emagrecer ou mandar ajustar e se tem defeito, contente-se com o que recebeu.

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Nenhuma inovação

Só empresas de grande estrutura tem o famoso P&D (pesquisa e desenvolvimento), então quando surge uma sola de tênis inovadora, um mecanismo de relógio menor e mais preciso ou um tecido fresco no calor e que mantém a temperatura corporal no frio, é graças a muito tempo e dinheiro investido. Quando você compra um produto falsificado a empresa que faz o original está deixando de ganhar dinheiro, reduzindo a verba para inovações ou simplesmente para mapear seus gostos e lançar um produto que te atenda. O imitador só vai na cola e nunca contribui com nada, ao contrário, ele se beneficia do que está dando destaque a peça e faz algo parecido, mas sem a mesma qualidade e serventia.

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Soluções para quem alega não poder (ou querer) comprar o produto original

“Não tenho dinheiro”

Muitas vezes o preço da réplica é o mesmo do produto original em promoção. Segure a onda, espere as liquidações e bazares da marca, pode ser sua oportunidade. Outlets também são outra boa opção, metade do mau guarda-roupa veio de lojas de ponta de estoque.

“Quase não tem diferença entre a cópia e o original e o preço compensa”

Você não leu o texto? Raramente é parecido e custo/benefício não vai compensar, entre outros tantos fatores que contam contra.

“Não consigo encontrar o original”

Atualmente essa desculpa não cola mais, com a internet é possível comprar produtos de qualquer parte do mundo, seja de lojas oficiais ou de revendedores autorizados. Dá, inclusive, para esperar para comprá-lo quando está rolando alguma promoção ou o frete é grátis, basta se programar.

“Sou mão de vaca!”

Pare com isso, o barato sai caro! Se você avaliar tudo que está envolvido na produção de uma roupa, calçado ou acessório vai ver que comprar o “paralelo” só vai encarecer o item original, pois os prejuízos serão repassados para o preço final. Além disso, você quer passar a vida inteira usando roupa meia-boca?

“Eu não não sabia que era falso”

Conheça o produto que está comprando. Atualmente é bem fácil, pois existem fotos e vídeos na web que mostram a peça em detalhes. No caso do mercado de luxo eles até divulgam guias com pormenores e acabamentos que diferenciam a “reprodução” do verdadeiro. Verifique as lojas antes de comprar, saiba se são canais oficiais ou, pelo menos, revendedores homologados.

“Vou usar pouco, não vale a pena comprar o verdadeiro”

Antes de comprar uma cópia barata porque acha que o produto vai ficar datado – ou algo do tipo – e terá vida curta, procure um semelhante de uma marca mais barata. Uma camisa de tendência passageira realmente pode não ter muito uso, mas dá para comprar algo bem feito em lojas mais populares como a Renner ou a Riachuelo (veja este vídeo) sem ter que apelar para um produto de origem duvidosa.

2 COMENTÁRIOS

  1. Discordo em absoluto. Nenhum relógio do mundo tem custo de R$ 30.000 para cima. Esses valores são exclusivamente atrelados a marca e marketing, e não à qualidade. A qualidade é superior que um fake? Com certeza. Mas não de forma a justificar que um markup de 200% se transforme em 10.000%.

    • Um relógio feito artesanalmente, com complicações (como o turbilhão) e materiais nobres pode passar esse custo sim. Estamos falando de engrenagens feitas e montadas a mão, mecanismos especialmente desenvolvidos para determinado tamanho de caixa, precisão e funcionalidades únicas, edições limitadas e até ferramentas feitas criadas exclusivamentes para que seja possível montar aquela peça.

      Adicione aí o salário de alguns dos designers mais talentosos do mundo e de mestres relojoeiros com décadas de experiência, uma rede de distribuição mundial, marketing, publicidade, patrocínios, encargos impostos + taxas de importação.

      Outra coisa, nem sempre o relógio tem seu valor atrelado a marca ou marketing, existem grifes que são praticamente desconhecidas, mas que produzem verdadeiras obras de arte por centenas de milhares de dólares.

      Muitas pessoas quando pensam em relógios imaginam um Fossil ou Orient com uma máquina padrão feita em uma linha de montagem e alimentada por bateria. Esses são produtos simplórios quando comparados com os modelos mais caros que, muitas vezes, demandam anos entre o projeto incial e sua finalização.

      Outra coisa importante: relógios de luxo não vendem aos milhares, o custo de produção não é amortizado, como acontece com um carro, por exemplo, e mesmo os que vendem muito, como os Rolex, cobram o preço de sua excelência e pioneirismo, além da assitência técnica e do pós atendimento de primeira. Se você possui um Patek Philippe de cem anos e ele quebrar, as ferramentas necessárias para concertá-lo ainda estarão na sede da empresa e existe um profissional habilitado para consertá-lo sentado lá, aguardando seu relógio, imagine o custo de manter tal operação funcionando!

      Quando falamos de artigos de luxo temos que pensar em tudo que envolve o produto da sua concepção até sua chegada na vitrine da loja, da montagem até a manutenção e atendimento pós-venda – sem esquecer que algumas dessas peças, quando raras ou especiais, até ganham valor com passar dos anos.

      Não é por acaso que o relógio é considerado a jóia masculina. ; )

      Abs.

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